Parece que inicialmente esse Party With Children, do Ratatat, foi lançado apenas como um pré-video, uma degustação antes que saísse o clip oficial. Resumia-se simplesmente a um periquito albino, fazendo nada, em frente à uma tela verde. Um dos clips mais chatos e preguiçosos já feitos. Mas o que era pra ser uma promo saiu de controle e as pessoas começaram a fazer suas próprias versões do clip substituindo o fundo verde por cenários diversos.
Se a intenção original era criar um viral não se sabe. O fato é que alguns remixes ficaram bem boas e o tal do clip oficial não saiu. E o que era pra ser o pior clip de 2010 tranformou-se numa das mais interessantes experiências de interatividade do ano.
Ratatat - Party With Children
Psicodélico
With Children
Bobsled
Alto-Falante
sábado, 8 de janeiro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Vá de Retro - Os melhores Videoclips de 2010 II
Segunda parte dos melhores clips de 2010:
07 The Books - A Cold Freezin' Night
Ah, as crianças doces e inocentes... Ameaçando matar um ao outro? Depois de cinco anos o The Books solta mais uma de suas colagens, utilizando as mais obscuras fontes de sons. E de imagens. O que eles fazem no plano sonoro, repetem no visual. Reciclagem de um material que normalmente ninguém dá a menor bola, vídeos caseiros, institucionais, video aulas de golfe, de meditação, propagandas e tudo mais que conseguem enxergar como interessantes na montanha de lixo audiovisual despejado ao longo da história. Outra colagem nonsense bem comentada esse ano foi a do El Guincho, mas prefiro essa quase assustadora brincadeira de criança com sua montagem epiléptica e os grafismos infantis se sobrepondo às imagens.
06 Monsters of Folk - Dear God (Lauri Faggioni)
A doce canção espiritual do Monsters of Folk ganha imagens à altura nesse clip inspirado no curta Powers of Ten. A câmera vai do infinito estelar até as profundezas do átomo em sua busca de Deus. E vemos que o infinitamente grande não é tão diferente assim do infinitamente pequeno.A versão do The Roots para a mesma música ganhou um clip taxi driver bem interessante também.
05 Two Door Cinema Club - Come Back Home (Nicholas Bentley)
Três histórias paralelas correndo em split screen e se repetindo em três diferentes versões. Me lembrou do clássico vídeo que Michel Gondry dirigiu pro Cibo Mato.
04 Cee-Lo - Fuck You (Matthew Stawski)
Certamente a música de 2010 que mais vai ser lembrada não podia ter um vídeo menos memorável. Passado numa daquelas lanchonetes tipicamente americana, o clip vai seguindo Cee-Lo desde a infância até a maturidade tendo sue coração partido pela sua amada até o final quando os papéis se invertem e ele vai dizendo suas doces palavras para ela ao longo do clip. Delícia retrô. Ainda fez dois outros clips bacanas esse ano: aqui e aqui.
03 Ariel Pink's Haunted Graffiti - Round and Round (Wayne Coyne)
Uma das vertentes do videoclip nos últimos anos têm sido a utilização de poucos recursos ou a reciclagem de vídeos antigos (ver o número ). Esse ano, o lo-fi atingiu o ápice nesse vídeo do Ariel Pink dirigido pelo Wayne Coyne do Flaming Lips. Imagens capturadas por um celular processadas pelo colaborador de longa data dos Lips, George Salisbury , mais uma bacia de leite doado por 30 mulheres e que não diz a que veio. Outros lo-fi clips aqui e aqui.
02 M.I.A. - Born Free (Romain Gravas)
Esperta essa MIA. Um discurso politíco confuso e oportunista em que se coloca como defensora dos pobres do terceiro mundo, uma música em que tenta misturar vários estilos para apresentar um produto moderno e descolado e agora, para gerar mais atenção paro o seu trabalho, chama um diretor que já havia feito um clip polêmico e violento antes. E deu certo. Sob a égide do Suicide, MIA comete uma de seus melhores trabalhos, e o estado policialesco que o Romain Gravas cria no clip só potencializa a urgência e o teor explosivo da música. A violência foi tema muito usado em 2010, seja numa forma quase infantil, seja mais alegórica ou gráfica, mas ficou difícil de bater o trabalho do filho do renomado diretor Costa-Gravas. Conduzido como fosse um curta-metragem, a música vai pontuando os momentos mais tensos na história da perseguição e extermínio dos ruivos. Tensão no talo e uma explosão para não esquecer.
01 Arcade Fire - The Wilderness Downtown (Chris Milk)
O melhor clip do ano não pode ser postado aqui. É uma experiência única, individual e que extrapola as fronteiras da linguagem videocliptíca, tirando-a definitivamente das restrições da tv e jogando-a na web. Clique no link acima e faça sua própria versão.
07 The Books - A Cold Freezin' Night
Ah, as crianças doces e inocentes... Ameaçando matar um ao outro? Depois de cinco anos o The Books solta mais uma de suas colagens, utilizando as mais obscuras fontes de sons. E de imagens. O que eles fazem no plano sonoro, repetem no visual. Reciclagem de um material que normalmente ninguém dá a menor bola, vídeos caseiros, institucionais, video aulas de golfe, de meditação, propagandas e tudo mais que conseguem enxergar como interessantes na montanha de lixo audiovisual despejado ao longo da história. Outra colagem nonsense bem comentada esse ano foi a do El Guincho, mas prefiro essa quase assustadora brincadeira de criança com sua montagem epiléptica e os grafismos infantis se sobrepondo às imagens.
06 Monsters of Folk - Dear God (Lauri Faggioni)
A doce canção espiritual do Monsters of Folk ganha imagens à altura nesse clip inspirado no curta Powers of Ten. A câmera vai do infinito estelar até as profundezas do átomo em sua busca de Deus. E vemos que o infinitamente grande não é tão diferente assim do infinitamente pequeno.A versão do The Roots para a mesma música ganhou um clip taxi driver bem interessante também.
05 Two Door Cinema Club - Come Back Home (Nicholas Bentley)
Três histórias paralelas correndo em split screen e se repetindo em três diferentes versões. Me lembrou do clássico vídeo que Michel Gondry dirigiu pro Cibo Mato.
04 Cee-Lo - Fuck You (Matthew Stawski)
Certamente a música de 2010 que mais vai ser lembrada não podia ter um vídeo menos memorável. Passado numa daquelas lanchonetes tipicamente americana, o clip vai seguindo Cee-Lo desde a infância até a maturidade tendo sue coração partido pela sua amada até o final quando os papéis se invertem e ele vai dizendo suas doces palavras para ela ao longo do clip. Delícia retrô. Ainda fez dois outros clips bacanas esse ano: aqui e aqui.
03 Ariel Pink's Haunted Graffiti - Round and Round (Wayne Coyne)
Uma das vertentes do videoclip nos últimos anos têm sido a utilização de poucos recursos ou a reciclagem de vídeos antigos (ver o número ). Esse ano, o lo-fi atingiu o ápice nesse vídeo do Ariel Pink dirigido pelo Wayne Coyne do Flaming Lips. Imagens capturadas por um celular processadas pelo colaborador de longa data dos Lips, George Salisbury , mais uma bacia de leite doado por 30 mulheres e que não diz a que veio. Outros lo-fi clips aqui e aqui.
02 M.I.A. - Born Free (Romain Gravas)
Esperta essa MIA. Um discurso politíco confuso e oportunista em que se coloca como defensora dos pobres do terceiro mundo, uma música em que tenta misturar vários estilos para apresentar um produto moderno e descolado e agora, para gerar mais atenção paro o seu trabalho, chama um diretor que já havia feito um clip polêmico e violento antes. E deu certo. Sob a égide do Suicide, MIA comete uma de seus melhores trabalhos, e o estado policialesco que o Romain Gravas cria no clip só potencializa a urgência e o teor explosivo da música. A violência foi tema muito usado em 2010, seja numa forma quase infantil, seja mais alegórica ou gráfica, mas ficou difícil de bater o trabalho do filho do renomado diretor Costa-Gravas. Conduzido como fosse um curta-metragem, a música vai pontuando os momentos mais tensos na história da perseguição e extermínio dos ruivos. Tensão no talo e uma explosão para não esquecer.
01 Arcade Fire - The Wilderness Downtown (Chris Milk)
O melhor clip do ano não pode ser postado aqui. É uma experiência única, individual e que extrapola as fronteiras da linguagem videocliptíca, tirando-a definitivamente das restrições da tv e jogando-a na web. Clique no link acima e faça sua própria versão.
Assinar:
Postagens (Atom)